quarta-feira, 28 de outubro de 2020

RECUPERADA OBRA DO ARTISTA NEGRO NORTE AMERICANO JACOB LAWRENCE

Uma pintura do artista negro norte americano Jacob Lawrence (1917 - 2000) foi localizada na residência de um casal de idosos, que haviam adquirido a obra em um leilão de caridade em 1960, sem saber da importância do quadro. 

A pintura, que estava desaparecida do Museu Metropolitano de Arte de Nova York desde 1960, junto com outras cinco obras perdidas, faz parte de uma séríe de 30 quadros que retratam a história afro-americana, intitulada: Struggle: From the History of the American People (Luta: Da História do Povo Americano).

There are combustibles in every State, which a spark might set fire to.



A tela localizada é There are combustibles in every State, which a spark might set fire to (Existem combustíveis em todos os Estados que podem ser atingidos por uma faísca). Ela apresenta a Rebelião de Shays, que ocorreu entre 1786 e 1787, no estado de Massachusetts, quando agricultores se revoltaram contra os impostos, liderados por Daniel Shays. Os protestos tiveram seu ápice no dia 25 de janeiro de 1787 quando três mil insurgentes marcharam até a cidade de Springfield, tentando derrubar o governo, sem sucesso. Apesar do fim da rebelião, os governantes posteriormente realizaram a Convenção Constitucional que elaborou a Constituição dos EUA. 

O quadro foi emprestado pelo casal ao Museu e irá compor uma exposição itinerante pelos EUA.

Fonte: UOL, 2020. 

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

EDOUARD MANET E O REALISMO

 

Antes de participar do movimento impressionista, Edouard Manet (1832 - 1883) pintava segundo a estética do Realismo. O Realismo foi um estilo artístico caracterizado pela objetividade e pelo interesse em temas sociais. Os artistas realistas repudiavam a artificialidade do Neoclassicismo e do Romantismo. As obras privilegiavam cenas cotidianas dos grupos sociais menos favorecidos. Em sua pintura Olympia o artista retratou uma prostituta deitada nua, enquanto uma mulher negra lhe entrega flores. A obra foi exibida no Salão de Paris em 1865, sendo muito criticada por sua ousadia e o tema considerado vulgar. Em Olympia, Manet usa a Vênus de Urbino, do artista renascentista Ticiano, como referente assinalando o despontar do modernismo, quebrando com o conceito de originalidade na arte.


Vênus de Urbino, Ticiano, 1538, óleo sobre tela, 119 x 165 cm, Itália.

Vênus de Urbino, Ticiano, 1538, óleo sobre tela, 119 x 165 cm, Itália.




Olympia, Manet, 1863, óleo sobre tela, 130,5  × 190, Paris.


quinta-feira, 23 de julho de 2020

SALÃO DO BAR BRASIL

A Exposição do Salão Bar Brasil, em Belo Horizonte, 1936, foi uma mostra de questionamento à produção artística tradicional. Durante a XII Exposição da Sociedade Mineira de Belas Artes, os artistas que se reuniam no Bar do Cine Brasil, organizaram uma apresentação concorrente de seus trabalhos, liderados por Delpino Júnior. A exposição do Bar Brasil, de pretensões modernas, teve apoio da Prefeitura de Belo Horizonte e contou com a presença dos intelectuais e da imprensa local. Alberto Delpino, Djanira Seixas Coutinho, Genesco Murta, Renato Lima, Franciso Rocha, J. J. Neves, Fernando Pierucetti e Renato Lima, foram alguns dos artistas participantes e que afirmavam o desejo de afastar a pobreza do ambiente artístico mineiro.  

Entre os trabalhos premiados, estavam os desenhos Jornaleiros e Miséria, de Fernando Pierucetti. Seus trabalhos apresentavam os desconhecidos do cotidiano recente na cidade moderna de Belo Horizonte, rompendo com a estética mineira tradicional das igrejas e do passado colonial. Com medo de ser considerado comunista e sofrer perseguição policial, o artista assina as obras com o pseudônimo Luiz Alfredo. 



Fernando Pierucetti. Jornaleiros. 1936. Carvão/Papel. 75,5 x 60 cm.
Museu Mineiro. Belo Horizonte


Fernando Pierucetti. Miséria. 1936. Carvão/Papel. 58 x 70 cm. Museu Mineiro. Belo Horizonte. 












FONTE: 
VIVAS, Rodrigo. 1944. Do pincel à gilete: a arte moderna em Belo Horizonte. In: CAVALCANTI, Ana Maria Tavares; OLIVEIRA, Emerson Dionísio; COUTO, Maria de Fátima Morethy; MALTA, Marize. Histórias da Arte em exposições. Rio de Janeiro: Rio Books, 2017. 

sexta-feira, 17 de julho de 2020

ASSIM BRILHE A VOSSA LUZ

Uma conversa sobre o acervo de lamparinas do período bíblico no acervo do Museu de Arqueologia Bíblica (MAB UNASP EC). Participação da museóloga Dra Janaina Xavier e da teóloga Thais Benedetti.


quarta-feira, 15 de julho de 2020

POSTA LIXO, REGINA VATER


Em 1974, ao visitar os espaços turísticos e culturais de NY, a artista carioca Regina Vater (1943) registra imagens paradoxais da cidade considerada a capital da cultura e da vanguarda. Para Vater, NY é um cenário urbano distópico, onde os dejetos e descartes da sociedade de consumo aparecem nas fotografias como algo que  se sobressai ao imaginário turístico glamoroso. A imagem de lixo urbano também contrapõe a função idealizada para os cartões postais de representar cenários aprazíveis. A obra foi enviada ao Diretor do MAC USP, Walter Zanini para a exposição coletiva VIII JAC (Jovem Arte Contemporânea). Fonte: FREIRE, Cristina (org). Terra Brasilis: arte brasileira no acervo conceitual do MAC USP. São Paulo: MAC USP, 2019.


Posta Lixo,  Regina Vater,1974. Arte Postal endereçada a Zanini, Nova York.











sexta-feira, 10 de julho de 2020

CULTURA NACIONAL


Apenas 10,4% dos 5.570 municípios brasileiros têm um cinema, 23,4% possuem teatro ou sala de espetáculos, 27,2%, museu, e 37%, um centro cultural.  As bibliotecas públicas são o equipamento mais presente no País: estão em 97,1% das cidades (IBGE, 2014).



Fonte: PENNAFORT, Roberta. Só 10% das cidades brasileiras têm cinema e menos de um quarto possui teatro. Jornal O Estadão. 14 Dez. 2015. Disponível em: http://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,so-10-das-cidades-brasileiras-tem-cinema-e-menos-de-um-quarto-possui-teatro,10000004766 


quinta-feira, 2 de julho de 2020

HERÓI

Anna Maria Maiolino (Itália, 1942) é uma das artistas brasileiras de maior reconhecimento internacional. Migrou para o Rio de Janeiro em 1960, depois de iniciar seus estudos artísticos na Venezuela. No Rio, participou do movimento chamado Nova Figuração, distanciando-se das formas tradicionais da arte, como a pintura de cavalete. Tais mudanças de linguagem implicaram um engajamento político dos artistas, na medida em que o caráter coletivo dos trabalhos incorporava temas de interesse público, refletindo os fortes conflitos sociais e políticos da época. ‘O herói’ pode ser interpretado como uma denúncia do autoritarismo no Brasil sob o comando dos militares na época. A caveira é uma alusão à morte, alegoria da violência militar do período. Embora entende-se que 1968 tenha inaugurado o período mais duro da ditadura militar, com a perseguição política sistematizada pelo decreto AI- 5, desde 1964 empregaram-se métodos de controle, intimidação, tortura e extermínio. Assim, a obra de Maiolino, de 1966, antecipava a crítica às violações dos direitos humanos da ditadura brasileira. O termo ‘herói’ é uma ironia; questiona o caráter dessa figura, que se orgulha de suas medalhas e está a serviço do poder. Esta é a segunda versão da obra, com as medalhas originais, pois a primeira foi destruída. Fonte: MASP, 2020

Fonte: Acervo MASP - Anna Maria Maiolino, O herói, 1966, doação da artista.