sábado, 27 de janeiro de 2018

SENHOR DOS MARTÍRIOS

Escultura do Senhor dos Martírios, madeira policromada, tamanho natural, artista desconhecido, Igreja de São Domingos de Gusmão (1723), Salvador BA, tombamento IPHAN 0257, em 13/08/85. Foto: Jana Xavier.



sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

PERFORMANCE DE MARINA ABRAMOVIC: The House with the Ocean

De 15 a 26 de novembro de 2002, em uma de suas performances artísticas intitulada The House with the Ocean View (A Casa com Vista para o Oceano), a artista sérvia Marina Abramovic (1946), passou doze dias, sem comida e em silêncio em três cômodos suspensos na Galeria Sean Kelly, em Nova York, de frente para rua e separada do público por escadas, cujo os degraus eram facas afiadas (objeto que Marina concebeu e entitulou “faca de dois gumes”). Ela dedicou essa experiência a cidade de Nova York após os atentados terroristas ocorridos em 11 de setembro de 2011. A artista considera essa performance como a maior de sua carreira e o público permaneceu por horas acompanhando sua ação.

Vejam as fotos e a entrevista em vídeo da artista que documentaram a performance:


The House with the Ocean View, 2002, Galeria Sean Kelly, Nova York. Fonte: http://www.skny.com/


The House with the Ocean View, 2002, Galeria Sean Kelly, Nova York. Fonte: http://www.skny.com/



segunda-feira, 6 de novembro de 2017

JAZZ DE HENRI MATISSE

Jazz é um álbum do artista francês Henri Matisse (1869-1954). Em suas vinte páginas, Matisse trabalhou com o recorte livre de formas coloridas, alegres, abstratas e orgânicas que remetem a cenas do circo, da natureza e do mar. A obra, que começou a ser realizada em 1944, só se encerrou em 1946, com a impressão de 250 cópias do catálogo.

Nessa proposta, os alunos do Curso de Pedagogia do UNASP EC, na disciplina de Arte Educação, experimentaram a técnica de Matisse, produzindo composições a partir da observação e releitura de Jazz. A intenção do trabalho é levar essa atividade para os alunos em sala de aula. Cores vivas, curvas, emoção, movimento e ritmo é a essência de Jazz e isso vai contagiar as crianças.


Composições dos alunos do Curso de Pedagogia do UNASP EC. Foto: Jana Xavier, 2017.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

CORDEIRO DE DEUS

As obras do artista brasileiro Alex Flemming (1954) são carregadas de sofrimento, sacrifício e morte, que chocam e confrontam o expectador.  A mistura de elementos contraditórios e enigmáticos captura o olhar.  Animais pintados unidos com objetos cotidianos de uma casa, provocam nossos sentimentos, pois nesse encontro temos a vida e a morte. Os corpos dos animais são golpeados por esses instrumentos que usamos no nosso dia a dia para edificar, medir, construir, alimentar, causando um jogo de ambiguidade, que não nos deixa insensíveis. 

Na obra Cordeiro de Deus temos um cordeiro empalhado pintado em azul, ferido por dez escumadeiras de metal. O objeto artístico remete a Jesus Cristo, que na Bíblia é identificado como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1: 29). Essa figura de linguagem revela o papel vicário de Cristo, que morreu pelos pecados da humanidade, assim como no passado os cordeiros eram oferecidos em sacrifício pelos pecados dos homens. A cor azul do animal lembra o manto com que Jesus é frequentemente representado na iconografia. O fato de que na poética do artista Cristo é ferido por objetos comuns e habituais, pode nos lembrar de que diariamente ofendemos a Deus com nossas atitudes egoístas e indiferentes. 

Cordeiro de Deus, Alex Flemming, 1991. Técnica: Acrílica sobre anima empalhado, objeto de metal, MAC USP. Foto: Janaina Xavier, 2016.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

CRUCIFIXÃO, REGO MONTEIRO

Crucifixão, Vicente do Rego Monteiro, 1924, óleo sobre tela, 88,5x77,7 cm, Museu Oscar Niemeyer. Foto: Jana Xavier 
A obra “Crucifixão”, do artista brasileiro Vicente do Rego Monteiro (Recife, 1899-1970) retrata a morte de Cristo. A pintura tem forte influência do cubismo com a geometrização das formas e volumes, mas com referências à cerâmica indígena marajoara, predominando os tons terrosos. Cristo está em posição centralizada na tela, voltado de frente para o observador, seu corpo tem a forma da cruz. A coroa de espinhos faz a cabeça de Cristo sangrar, os ferimentos em seu peito, mãos e pés também sangram, os cravos são evidenciados pela cor mais escura. Nos lados de Cristo duas mulheres choram com as mãos postas em oração, apoiadas sobre a cruz. Uma delas está com os olhos abertos e a outra os mantém fechados. A obra expressa tristeza e pesar e inspira o observador a reflexão sobre o sentido do sacrifício de Jesus pela humanidade.    

terça-feira, 5 de setembro de 2017

CRISTO DO GUIGNARD


A expressão e o olhar do Cristo do pintor mineiro Guignard é extremamente tocante e profunda. O rosto alongado e a coroa de espinhos acentuam a punção da obra. As cores quentes e fortes ressaltam a paixão de Jesus. Expressão pura. Simplesmente fantástico! 

Cristo ao Fundo de Paisagem Mineira, Alberto da Veiga Guignard, óleo sobre madeira, 40,5 x 32,5 cm, 1961.

A MULHER ADÚLTERA

Cristo e a mulher adúltera, Rodolfo Bernardelli, 1884, mármore, 2,02 m, Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro. Foto: Jana Xavier
O artista conseguiu captar plenamente a essência do momento: "Eu também não te condeno" João 8:11. Jesus não apenas não condenou, mas acolheu a mulher.