terça-feira, 13 de julho de 2021

segunda-feira, 8 de março de 2021

AUTORRETRATO

Carlos Augusto da Silva Zilio (Rio de Janeiro, 1944) é um artista visual e professor brasileiro. Começou seus estudos em artes visuais em 1965, tendo estudado com Iberê Camargo. Formou-se pelo Instituto de Belas Artes do Rio de Janeiro. Zílio foi perseguido durante a repressão política nos anos 1970.  Nessa época, o artista penou nos porões da ditadura militar. Sua obra Autorretrato se resume a um borrão de tinta vermelha sobre tela branca, como se fosse uma mancha de sangue. O artista exilou-se na França, onde concluiu o doutorado em História da Arte.

Auto Retrato, Carlos Zílio, 1973. Vinílica e hidrocor sobre tela.
Coleção Gilberto Chateaubriand, MAM RJ. Foto: Janaina Xavier, 2013.



terça-feira, 12 de janeiro de 2021

A realidade das bailarinas de Degas


O artista francês Edgar Degas (1834-1917) ocupava um lugar privilegiado na sociedade parisiense, frequentando a Ópera de Paris. Sua posição de prestígio permitia que assistisse aos espetáculos em lugares reservados e tivesse acesso ao foyer, podendo observar de perto as bailarinas. Essa condição permitiu que ele fizesse inúmeras pinturas, tornando-se conhecido como o pintor das bailarinas. Entretanto, estudos recentes tem trazido à tona situações que envolviam assédio e prostituição infantil. Entre as obras do artista está a escultura Bailarina de Catorze Anos (1880) que representa a jovem Marie van Goethem que Degas conheceu na Ópera. Marie era uma menina muito pobre, filha de uma lavadeira e um alfaiate e, assim como sua irmã, se prostituiu na tentativa de melhorar sua condição social. Essa associação do balé com a prostituição fazia com que esse trabalho não fosse respeitado na década de 1880. 

Bailarina de Catorze Anos, Degas, 1880, bronze pintado e tecido, acervo do Museu de Arte de São Paulo (MASP). 

Muitas jovens foram exploradas nos bastidores da Ópera de Paris na esperança de conquistar um contrato definitivo ou um papel de destaque. As moças humildes eram conhecidas como petits rats (pequenas ratas) e os homens ricos que as exploravam eram chamados de abonnés (assinantes). Os abonnés financiavam os espetáculos podendo influenciar na escolha dos papeis cobiçados; eles também patrocinavam as moças pobres acomodando-as em quartos e pagando aulas particulares. Esses relacionamentos, apoiados pelos pais, era a chance de avançar na profissão.  


Os bastidores da ópera, Jean Béraud, 1889.


quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Uma Alegoria da Arquitetura

Carle Vanloo (1705-1765) nasceu em Nice, na França, mas ainda jovem juntou-se ao irmão na Itália. Em Roma, foi formado pelo pintor Benedetto Lutti (1666-1724) e pelo escultor Pierre Legros (1666-1719). De volta a Paris em 1719, estudou na Académie Royale, onde ganhou o primeiro prêmio de desenho em 1723. Posteriormente, recebeu o Prix de Rome e passou vários anos nesta cidade. Após seu retorno a Paris, ele teve um grande sucesso e produziu pinturas para a corte e a alta sociedade parisiense. Ele era o amigo e o principal rival de François Boucher (1703-1770) e treinou muitos artistas importantes da geração seguinte, como Jean-Honoré Fragonard (1732-1806), Gabriel-François Doyen (1726-1806), Bernard Lépicié ( 1698-1755) e Louis Lagrenée (1725-1805). 

A pintura "Uma alegoria da Arquitetura" pertence a um conjunto de quatro pinturas que ilustram quatro alegorias encarnadas por crianças (Música, Arquitetura, Escultura e Pintura). A pintura original de Carle Vanloo foi concebida como um painel decorativo sobre a porta do Salon de Compagnie, da Madame de Pompadour, em seu castelo em Bellevue. É um bom exemplo da arte decorativa francesa da moda de meados do século XVIII, do período Rococó, que favorecia a representação de brincadeiras infantis travessas.


Uma Alegoria da Arquitetura, Carle Vanloo
Uma Alegoria da Arquitetura, Carle Vanloo, óleo sobre tela, final séc. XVIII.
Victoria andAlbert Museum, Inglaterra.  



quarta-feira, 28 de outubro de 2020

RECUPERADA OBRA DO ARTISTA NEGRO NORTE AMERICANO JACOB LAWRENCE

Uma pintura do artista negro norte americano Jacob Lawrence (1917 - 2000) foi localizada na residência de um casal de idosos, que haviam adquirido a obra em um leilão de caridade em 1960, sem saber da importância do quadro. 

A pintura, que estava desaparecida do Museu Metropolitano de Arte de Nova York desde 1960, junto com outras cinco obras perdidas, faz parte de uma séríe de 30 quadros que retratam a história afro-americana, intitulada: Struggle: From the History of the American People (Luta: Da História do Povo Americano).

There are combustibles in every State, which a spark might set fire to.



A tela localizada é There are combustibles in every State, which a spark might set fire to (Existem combustíveis em todos os Estados que podem ser atingidos por uma faísca). Ela apresenta a Rebelião de Shays, que ocorreu entre 1786 e 1787, no estado de Massachusetts, quando agricultores se revoltaram contra os impostos, liderados por Daniel Shays. Os protestos tiveram seu ápice no dia 25 de janeiro de 1787 quando três mil insurgentes marcharam até a cidade de Springfield, tentando derrubar o governo, sem sucesso. Apesar do fim da rebelião, os governantes posteriormente realizaram a Convenção Constitucional que elaborou a Constituição dos EUA. 

O quadro foi emprestado pelo casal ao Museu e irá compor uma exposição itinerante pelos EUA.

Fonte: UOL, 2020.