quarta-feira, 1 de abril de 2020

ARTE MEDIEVAL

O mais belo dos tímpanos românicos talvez seja o de Vézelay, cerca de Autun, na Borgonha. O seu tema, a Missão dos Apóstolos, tinha uma significação especial nessa época de cruzadas, visto que proclamava o dever, para todo o cristão, de levar o Evangelho até aos confins da Terra. Das mãos de Cristo, que ascende majestosamente ao Céu, emanam os raios luminosos do Espírito Santo, caindo sobre os Apóstolos, todos com textos da Sagrada Escritura, alusivos à sua missão. O lintel (verga superior) e os compartimentos em redor do grupo central estão ocupados por representantes do mundo pagão, uma verdadeira enciclopédia da antropologia medieval que inclui toda a espécie de raças lendárias. Na arquivolta (o arco que envolve o tímpano) reconhecemos os signos do Zodíaco e alguns dos trabalhos próprios de cada mês do ano, para indicar que a pregação da Fé não tem limites no tempo, nem no espaço. JANSON, H. W. História da Arte: panorama das artes plásticas e da arquitetura da Pré-História à atualidade. 3ª ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1984, p. 276.

Madeleine de Vézelay, França, 1104. Detalhe Tímpano da Missão dos Apóstolos.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

A CRISTIANIZAÇÃO AMERÍNDIA

Na representação portuguesa, os índios da nova terra pareciam em “primitiva inocência” andando nus. Suas crenças religiosas não foram consideradas pelo colonizador que supôs ser fácil a sua evangelização. Na pintura Adoração dos Magos, de Vasco Fernandes (c. 1501-1506), o tradicional rei mago negro Baltasar foi substituído por um ameríndio, vestido com calções e camisa. Ajoelhado em frente à Virgem está outro dos magos que pode ser uma figura de Pedro Álvares Cabral.

Adoração dos Magos, Vasco Fernandes, c. 1501-1506,óleo sobre madeira, 131 cm  × 81 cm.

domingo, 20 de outubro de 2019

Henri de Toulouse-Lautrec (França 1864-1901)

Revolucionou o design gráfico dos cartazes publicitários;
Influenciou o Art Nouveau;
Fez pinturas e cartazes da vida boêmia;
Explorou a cor, o movimento e o contraste;
Usou o contorno e o desenho.



terça-feira, 30 de julho de 2019

sábado, 22 de junho de 2019

OS CRISTOS DE GUIGNARD

Alberto da Veiga Guignard (1896-1962) foi um pintor modernista e professor brasileiro que ficou famoso por retratar as paisagens mineiras. Entre seus temas Guignard também representou a pathos do Cristo sofredor muitas  vezes.  Ele expressou a face dilacerada de Cristo com extrema punção e fervor, arrebatando as emoções e por isso ficou conhecido como “o pintor dos Cristos sangrentos”. Seu Cristo é inocente e piedoso e celebram a paixão do pintor.

Cristo, Alberto da Veiga Guignard, 1959, óleo sobre tela, 19 x 23 cm.

Cristo ao fundo de paisagem mineira, Alberto da Veiga Guignard, 1961, óleo sobre madeira, 40,5 x 32,5 cm.
Cristo,  Alberto da Veiga Guignard, 1950, óleo sobre tela. 
Cabeça de Cristo,  Alberto da Veiga Guignard,1961, óleo sobre tela, 22 x 15 cm.
Cabeça de Cristo,  Alberto da Veiga Guignard,1960, óleo sobre tela, 25 x 20 cm.
Cabeça de Cristo,  Alberto da Veiga Guignard,1960, óleo sobre tela.

terça-feira, 21 de maio de 2019

A CIDADE



A pintura A Cidade é um exemplo de como Fernand Leger pode ser visto como precursor da Arte Pop. As imagens de A Cidade, lembram o caos da vida numa metrópole agitada e excitante. Pequenos pedaços de cartazes, vitrines de lojas e construções sobrepõem-se uns aos outros, dando um sentimento de emoção, caos e movimento, criando uma cena em que um único elemento não pode ser visto como um todo. Leger, que era um defensor da tecnologia e da perícia mecânica, usou a sua ilustração da cidade para representar o mundo colorido da tecnologia moderna. Em vez de ser dominado pelo progresso, Leger viu nele a capacidade de curar os males do mundo do pós-guerra.



A Cidade, 1919 - Fernand Léger
 A cidade, Fernand Leger, 1919, óleo sobre tela, 230,5 x 297 cm.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

GALATEA DAS ESFERAS


Em sua obra Galatea das Esferas, Dalí retrata Gala, esposa e musa do pintor, por meio de uma reunião de esferas. O nome Galatea se refere a uma ninfa do mar da mitologia clássica. O quadro apresenta a cabeça e os ombros de Gala, compostos por esferas suspensas no espaço e representa uma síntese da teoria atômica e sua tentativa de conciliar a fé católica com a física nuclear. Ilustra a descontinuidade final da matéria. É o resultado de um Dalí apaixonado pela ciência e pelas teorias da desintegração do átomo. Ele se interessou muito pela física nuclear depois da primeira explosão da bomba atômica, em 1945, e descreveu o átomo como seu “alimento favorito para o pensamento”.


Galatea das Esferas, Salvador Dalí, óleo sobre tela, 65.0 x 54.0 cm, 1952, Teatro e Museu Dalí, Espanha.