domingo, 20 de outubro de 2019

Henri de Toulouse-Lautrec (França 1864-1901)

Revolucionou o design gráfico dos cartazes publicitários;
Influenciou o Art Nouveau;
Fez pinturas e cartazes da vida boêmia;
Explorou a cor, o movimento e o contraste;
Usou o contorno e o desenho.



terça-feira, 30 de julho de 2019

sábado, 22 de junho de 2019

OS CRISTOS DE GUIGNARD

Alberto da Veiga Guignard (1896-1962) foi um pintor modernista e professor brasileiro que ficou famoso por retratar as paisagens mineiras. Entre seus temas Guignard também representou a pathos do Cristo sofredor muitas  vezes.  Ele expressou a face dilacerada de Cristo com extrema punção e fervor, arrebatando as emoções e por isso ficou conhecido como “o pintor dos Cristos sangrentos”. Seu Cristo é inocente e piedoso e celebram a paixão do pintor.

Cristo, Alberto da Veiga Guignard, 1959, óleo sobre tela, 19 x 23 cm.

Cristo ao fundo de paisagem mineira, Alberto da Veiga Guignard, 1961, óleo sobre madeira, 40,5 x 32,5 cm.
Cristo,  Alberto da Veiga Guignard, 1950, óleo sobre tela. 
Cabeça de Cristo,  Alberto da Veiga Guignard,1961, óleo sobre tela, 22 x 15 cm.
Cabeça de Cristo,  Alberto da Veiga Guignard,1960, óleo sobre tela, 25 x 20 cm.
Cabeça de Cristo,  Alberto da Veiga Guignard,1960, óleo sobre tela.

terça-feira, 21 de maio de 2019

A CIDADE



A pintura A Cidade é um exemplo de como Fernand Leger pode ser visto como precursor da Arte Pop. As imagens de A Cidade, lembram o caos da vida numa metrópole agitada e excitante. Pequenos pedaços de cartazes, vitrines de lojas e construções sobrepõem-se uns aos outros, dando um sentimento de emoção, caos e movimento, criando uma cena em que um único elemento não pode ser visto como um todo. Leger, que era um defensor da tecnologia e da perícia mecânica, usou a sua ilustração da cidade para representar o mundo colorido da tecnologia moderna. Em vez de ser dominado pelo progresso, Leger viu nele a capacidade de curar os males do mundo do pós-guerra.



A Cidade, 1919 - Fernand Léger
 A cidade, Fernand Leger, 1919, óleo sobre tela, 230,5 x 297 cm.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

GALATEA DAS ESFERAS


Em sua obra Galatea das Esferas, Dalí retrata Gala, esposa e musa do pintor, por meio de uma reunião de esferas. O nome Galatea se refere a uma ninfa do mar da mitologia clássica. O quadro apresenta a cabeça e os ombros de Gala, compostos por esferas suspensas no espaço e representa uma síntese da teoria atômica e sua tentativa de conciliar a fé católica com a física nuclear. Ilustra a descontinuidade final da matéria. É o resultado de um Dalí apaixonado pela ciência e pelas teorias da desintegração do átomo. Ele se interessou muito pela física nuclear depois da primeira explosão da bomba atômica, em 1945, e descreveu o átomo como seu “alimento favorito para o pensamento”.


Galatea das Esferas, Salvador Dalí, óleo sobre tela, 65.0 x 54.0 cm, 1952, Teatro e Museu Dalí, Espanha.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

RENASCIMENTO E CUBISMO: Pontos de vista diferentes

Uma das grandes características da composição no renascimento italiano  (Séculos XIV a XVI) foi o desenvolvimento da perspectiva com ponto de fuga central. Essa representação resumia o ideário da filosofia humanista: um sujeito racional, centrado e coerente, com um único ponto de vista central, equilibrado e estável. Os artistas Perugino e Leonardo da Vinci são a expressão máxima desses princípios. 

Na contramão temos o movimento artístico francês do Cubismo (1907-1914), idealizado por Pablo Picasso e Georges Braque, que defendia um sujeito pós-estruturalista, intrinsecamente deslocado e dividido, em desacordo com o meio e com múltiplos pontos de visão. O Cubismo antecedeu a Primeira Guerra Mundial, período de grande conturbação social, conflitos operários, ascensão das ideias capitalistas e socialistas, industrialização, o desenvolvimento das tecnologias e a capital Paris se tornou o centro cultural do mundo (Belle Époque)A composição cubista tem planos geométricos entrecortados que reconstroem formas que se apresentam, simultaneamente, em vários ângulos nas telas.Uma visão das vistas do objeto, de frente, de perfil, posterior e inferior se apresenta na tela. Essa mudança de paradigma tem sido vista como uma subversão ao modelo masculino, branco e eurocêntrico de ver o mundo, negando um único ponto de vista e uma abertura para novas possibilidades de pensamento.

Observe a obra renascentista Entrega das chaves à São Pedro, de Pietro Perugino. Cristo entrega as chaves (autoridade) do céu a Pedro (primeiro Papa), onde temos  três planos: a frente o grupo da direita representa os 12 apóstolos e o grupo da esquerda são homens romanos e florentinos; no grupo ao centro aparece a Cena do Tributo, à esquerda, e o Apedrejamento de Cristo, à direita. Ao fundo o Templo de Salomão no centro e o arco romano do Triunfo de Constantino. Em seguida, está o traçado das linhas de fuga da composição com o ponto central.

Ficheiro:Entrega de las llaves a San Pedro (Perugino).jpg
Entrega das chaves à São Pedro, Perugino, 1481/82,  335 x 550 cm, afresco na Capela Sistina, Vaticano, Itália. 
Entrega das chaves à São Pedro - linhas de fuga com ponto central.


Agora veja a pintura Les Demoiselles d’Avignon, de Pablo Picasso, obra que deu início a corrente cubista. São representadas cinco prostitutas da rua de Avignon, Barcelona. Duas estão em pé abrindo as cortinas, duas deitadas olham o observador e uma sentada de costas. Seus nus são desprovidos de sensualidade. Elas são caricatas, distorcidas, angulosas. Rostos de frente, nariz de perfil, com influência das máscaras africanas. A tela parece uma superfície de vidro quebrada, os corpos parecem esculpidos com machado, acentuando a expressão. Essas são características de uma nova sociedade, múltipla em seus olhares e influências, prenúncio do que seria a idade moderna.

Les Demoiselles d’Avignon, Pablo Picasso, 2,44 x 2,34 m, óleo sobre tela, 1907. 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

ANA MENDIETA

A artista cubana Ana Mendieta (1948–1985) trabalhou com as linguagens da performance e da body art, tendo como um dos seus principais temas o feminismo. Desde o início da carreira percebeu que o corpo seria a melhor maneira de expressar questões como política, identidade, violência e machismo. Em Glass on Body (1972), Ana deforma o próprio corpo em placas de vidro, em uma alusão ao sistema ideológico de controle do corpo feminino. Na performance a artista desmistifica a sensualidade e a objetificação do corpo feminino, imposta pelo sistema dominante. 


Glass on Body, Ana Mendieta (1972).

Mas a performance Rape Scene (1973) foi um de suas mais emblemáticos trabalhos. Após a notícia do estupro e da morte de uma colega de faculdade, Mendieta permaneceu imóvel, amarrada, seminua e com marcas de sangue pelas pernas, em seu apartamento, onde as pessoas podiam entrar e permanecer observando como testemunhas de um crime. 

Ana Mendieta faleceu tragicamente ao cair de seu apartamento. O crime, considerado como suicídio, deixa a suspeita de ter sido um assassinato realizado pelo próprio marido da artista. 

 
 Rape Scene, Ana Mendieta (1973).